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Mamíferos
Até o momento, nenhum mamífero foi declarado como totalmente extinto no Estado, mas existem fortes indícios do desaparecimento da ariranha, que está sendo classificada na lista como "provavelmente extinta".
"Há mais de cem anos não há registro da presença da ariranha no Estado", informa a zoóloga Cibele Indrusiak, da Fundação Zoobotânica. Ela explica que a espécie só não entrou na categoria "regionalmente extinto" porque não foi feita uma pesquisa exaustiva que embasasse uma afirmação categórica.
Outras oito espécies de mamíferos ainda resistem, mas se encontram em estado crítico, com perspectivas de desaparecimento a curto prazo, segundo a lista: o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, o veado-bororó-do-sul, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, a onça-pintada, a anta e o queixada. "A destruição de hábitats e a caça ilegal são algumas das causas dessa situação", afirma a pesquisadora.
Na opinião do zoólogo Glayson Bencke, de todas as espécies criticamente em perigo, algumas certamente serão perdidas, a menos que se façam grandes e urgentes investimentos. Com relação ao cervo-do-pantanal, ele afirma que restam apenas cerca de meia dúzia de exemplares, todos na Bacia do Rio Gravataí. Já a onça-pintada conserva apenas três ou quatro exemplares no Parque do Turvo, no noroeste gaúcho.
"Está na hora da sociedade gaúcha tomar uma decisão: queremos ter ainda esses animais no Estado? Então temos de tomar medidas urgentes", alerta o pesquisador, que se confessa chocado com o rápido desaparecimento de espécies.
Detalhes da pesquisa
Os animais ameaçados ou extintos estão divididos em nove grupos: esponjas, moluscos, crustáceos, insetos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Dentro de cada grupo, as espécies estão divididas em cinco categorias: regionalmente extinta, provavelmente extinta, criticamente em perigo, em perigo e vulnerável.
Pelos critérios utilizados, uma espécie é considerada "regionalmente extinta" quando não há qualquer dúvida razoável de que seu último representante no Estado tenha morrido ou desaparecido. Já a categoria "provavelmente extinta" é utilizada quando, após exaustivos levantamentos em hábitats conhecidos e potenciais, nenhum indivíduo vivo é encontrado.
Listas buscam diminuir ritmo de extinções
Segundo estudos citados na publicação a ser lançada dia 14, estima-se que durante o século XX a taxa de extinção de espécies tenha sido 100 vezes maior do que a que existia antes do aparecimento do homem. Na tentativa de diminuir esse ritmo de extinções, desde 1966, várias iniciativas internacionais passaram a identificar as espécies em maior risco de desaparecimento, elaborando as chamadas "listas vermelhas", com o objetivo de estabelecer prioridades para ações de pesquisa e conservação.
Escrito por Leopardus às 14h27
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